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Direção: Sean Penn. / Trilha sonora: Eddie Weder.

Um filme que me tocou numa vontade íntima de trilhar caminhos em direção aos meus limites. Conta a história verídica de um rapaz chamado Christopher McCandless que ao terminar a graduação e receber o diploma rejeita toda a grana que tinha, destrói os documentos de identidade e passa a se nomear Alexander Supertramp. Abandona seu carro e sai com um mochilão nas costas pela estrada colhendo caronas numa jornada em direção ao Alasca sem deixar rastros aos familiares. Ao longo dessa jornada ele conhece lugares e pessoas onde e com quem vivencia encontros especiais. Não falo mais muita coisa não. Não quero contaminar. Só digo que a trilha sonora é apaixonante e a fotografia uma lindura.
Falo desse filme porque ele me fez pensar em mim mesmo. Na minha natureza selvagem, nessa força que me empurra sempre que algo me prende em alguma coisa. Na maioria das vezes esse “algo” e essa “coisa” quase sempre dizem respeito a medos e vaidades respectivamente. O nome dessa força é liberdade. Liberdade é coisa real e séria e bonita. Todo mundo que é vivo tem um bocado dessa força nas veias, nas artérias e nos olhos. Só que nos caminhos tortuosos das rotinas pseudoconfortantes acontece muitas vezes de a gente ficar marcando bobeira e a vida acaba ficando cinza e os olhos meio tristes. Pesco uma frase do filme: “o importante não é ser forte, é sentir-se forte”. Sentir-se forte é ter sintonia com essa nossa força íntima, sentir seus movimentos e vibrar junto com eles.
Outra frase: “admitir que a vida seja guiada pela razão é destruir nossas possibilidades de viver”. A gente tem que tomar muito cuidado com nossas certezas. Não que elas não sejam necessárias em alguns momentos, mas não podemos deixar de nos descobrir mais fortes que elas. Buscar sentir essa força íntima que nos move enquanto seres vivos pode ser uma bela maneira de viver. Como por exemplo, sentar na beiradinha da praia e sentir que a força das coisas é como as ondas do mar; respirar fundo, sentir o vento, experimentar as luzes ficando mais luzes e as belezas se mostrando verdades que se combinam em infinitos enlaces artísticos. É que um mundo inteiro faz parte do que somos.
Falar de coisas que sinto é sempre problemático. Brilho dos olhos é melhor de se compartilhar do que palavras. Então termino esse começo de conversa dizendo que o filme deixou em mim os olhos transbordando de brilhos bons. Se você se interessar em assistir e sentir os olhos brilhando será um prazer enorme pra mim se quiser compartilhar dessas luzes. É que essas belezuras da vida ganham brilhos outros quando vistas por outros olhos. Aí lembro e pesco outra frase do filme: “A felicidade só é verdadeira quando é partilhada”. A coletividade é uma força maior que nós. É essa força que nos torna irmãos e amigos.
Namastê.
Felipe, 10º período.
PET Psicologia

 

 

 

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